A tentativa das "autoridades" portuguesas e brasileiras de unificar a língua é a meu ver nada menos que ridícula, quasi como obrigar portugueses, espanhóis, italianos, etc, a voltar ao latim.
A língua é um organismo vivo que recusa o espartilho. Em muitas regiões, erros grosseiros (do ponto de vista académico) se transformam em práticas consagradas. Esta foi a maneira como, afinal de contas, surgiram as línguas derivadas do latim, e como evoluíram aliás todas as línguas do planeta.
Poderíamos extrapolar o acordo ortográfico para um acordo fonético, em que seríamos todos, portugueses, brasileiros, angolanos, etc, obrigados por decreto a falar da mesma maneira.
Em sociedades cada vez mais burocratizadas, deixemos pelo menos a liberdade aos poetas.
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1 comentários:
Pois então! Eu sinto que tenho que reaprender o português!
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